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'...With God all things are possible" Mathews 19:26
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Todas as terças-feiras às 15hs Brasil
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Uma vida dedicada ao evangelho
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Every friday 3pm in Brazil
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A life dedicated to the gospel

PROMESSAS DO SENHOR

“As tuas promessas foram completamente testadas, por isso o teu servo as ama” – Sl. 119: 140.

Fazendo uma comparação rasa, muitos produtos postos à venda, no mercado em geral, antes de “chegarem às prateleiras” foram exaustivamente experimentados e testados, por seus criadores e inventores. Imagine-se, por exemplo, um medicamento que combate o câncer, o quanto ele foi estudado e submetido a testes laboratoriais, antes de ser finalmente disponibilizado em farmácias e hospitais. E quando fazemos uso de algum produto com essas características, esperamos o resultado divulgado (com fé).

No verso acima algo parecido acontece: o Salmista (provavelmente Esdras) afirma que as promessas de Deus contidas em Sua Palavra “foram completamente testadas”. Se usarmos o exemplo acima nós poderíamos dizer que, pelo mesmo raciocínio, se nós nos apropriássemos das promessas de Deus, estaríamos seguros, pois a eficácia de cada uma delas seria certa. E é exatamente isso que o verso afirma.

Aquele que já viveu algum tempo de sua vida com Deus ao seu lado, certamente já percebeu que Suas promessas são verdadeiras. Acontecem, de fato. Além de testá-las por si só, tem a garantia de relatos contemporâneos, e dos de séculos e de milênios de outras pessoas as testando. A própria Bíblia Sagrada, que nos fala dessas promessas, também nos conta várias histórias envolvendo-as, e de pessoas gratas por terem-nas experimentado.

Para cada um de nós, portanto, resta o desafio (e o prazer e a fortuna) de (poder) experimentá-las. Tais promessas estão à disposição de qualquer pessoa que as quiser tê-las como suas, pois Deus é generoso para com o ser humano (Ele nos ama), e as disponibiliza a quem quer que seja. Basta crer no Senhor, como único e suficiente Deus Verdadeiro, Todo-Poderoso, e em Seu Filho, Jesus Cristo de Nazaré, o Messias, e tê-Lo como seu Salvador, para que receba o Espírito Santo da Promessa, e comece, imediatamente, a desfrutar de todas essas promessas (completamente testadas: todas, sem exceções, funcionam e são eficazes). Impossível não amá-las, nesse contexto, por isso todos os servos de Deus as amam. E são nossas (suas), todas elas (conheça-as, pois, na Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada).

VALE A PENA SE HUMILHAR???

“Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará” – Tg. 4: 10.

Qual será o sentido desse verso? O ser humano tem a propensão de querer estar “por cima” das coisas, sempre em evidência. É difícil imaginar alguém que goste de servir e de se humilhar. Essa definitivamente não é uma tarefa fácil. Mas houve um homem, enviado por Deus, que se humilhou em prol de todos nós, e Deus O exaltou sobremaneira: Jesus Cristo de Nazaré.

Temos esse exemplo, pois, de Jesus, a respeito do tema. Sabemos o que aconteceu com Ele, pela história da Paixão de Cristo. Temos acesso à riqueza de detalhes do evento todo, com base nos vários relatos de pessoas contemporâneas ao Rabi. De fato, fora as narrativas extra-oficiais, que são muitas, nós contamos com os relatos Mateus, Marcos, Lucas e João, nos descrevendo tudo o que Jesus fez em vida na carne, como sofreu injustiças, como se humilhou perante Deus e como foi humilhado pelos homens, tanto judeus como gentios. Certamente Ele foi Único, Especial.

O exemplo de Jesus se presta (também) a nos encorajar a agir do mesmo modo. Por certo nós não teremos de enfrentar nem a metade do que Jesus enfrentou, e, ainda, temos a vantagem de saber que no fim a vitória é certa, como foi com Ele. Jesus se humilhou e foi humilhado, mas venceu a peleja que Lhe foi imposta, como ninguém antes Dele, e como jamais alguém vencerá. Contudo, muitos homens e mulheres podem se beneficiar da vitória de Jesus, para igualmente vencer suas pelejas particulares. Esse é o principal legado deixado pelo Mestre.

Humilhar-se perante Deus é reconhecer o estado de dependência que todo ser humano tem para com o Criador. É reconhecer nossa fragilidade e fraquezas, em todos os sentidos. É a admissão de que somos limitados, pequenos, “pó da terra”. E humilhar-se perante os homens, bem diferente do que sofreu o Senhor Jesus (salvo exceções de mártires da fé), se traduz em tão somente admitir, para si e para o Mundo, que o Senhor é o único Deus, Santo e Bendito, Todo-Poderoso. Dentro desse contexto, muitas vezes (não todas), devemos abrir mão do que seriam os ditos “nossos direitos”, somente para exaltar o Pai e deixar com Ele a solução de nossos problemas. Como exemplo (dentre infinitos outros), podemos deixar de ter uma reação agressiva, em determinada situação, para que o amor prevaleça e a Justiça de Deus seja aplicada sem reservas. Significa dizer: confiança plena e dependência integral de Deus, que O faz feliz, e Ele nos exalta

SOFRIMENTO = APRENDIZADO

Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus decretos” – Sl. 119: 71.

O Salmista demonstra um estado de espírito no mínimo “diferente”, de acordo com o que afirma no verso acima. Ele agradece pelo sofrimento que lhe foi imposto, e diz que isso contribuiu para que aprendesse o funcionamento da Lei de Deus. Foi bom ter sido afligido, disse ele, pois tal aflição trouxe consigo um aprendizado, que de outro modo, segundo sua impressões, não viria. E essa é a “chave” do negócio todo.

Ninguém, em sã consciência, quer sofrer ou ser afligido. Essa é a mais pura verdade. Lutamos todos os dias de nossas vidas para nos afastarmos de situações como essas. Porém, elas sempre nos alcançam. São inevitáveis e mesmo esperadas. É questão de tempo. Elas virão.

Entretanto, o Salmista sugere que nós devemos tratar o advento do sofrimento e da aflição, a cada vez, como uma oportunidade. Não encará-los como coisa ruim e em momento algum desprezá-los. Situações como essas são preciosas à vista dos benefícios que podem nos trazer, sempre dependendo de como intentamos enfrentá-las. Se nos entregarmos ao sofrimento e à aflição, sem reservas, com pena de nós mesmos, certamente seremos derrotados; por outro lado, se recebermos o sofrimento e a aflição como parte indissociável dessa vida (com certa resignação, portanto), amparados pela Palavra de Deus, com fé (confiança) Nele, sairemos vitoriosos e com proveito certo.

Não há quem consiga ser experimentado na Lei de Deus sem boa dose de sofrimento. A aflição e o sofrimento são inerentes ao crescimento espiritual de qualquer pessoa (pois que a forja com experiências e virtudes). Contudo, uma coisa é sofrer qualquer situação difícil sem Deus e sem qualquer proveito; outra coisa totalmente diferente é sofrer tendo o Senhor ao lado, amparando-nos, e com benefícios certos no fim. Devemos aproveitar bem todas as oportunidades que nos são concedidas em vida. Devemos isso ao Mestre (Jesus), cujo martírio nós bem conhecemos. Nele podemos nos espelhar (e esperar) nos “dias maus”.

O sofrimento é mais “palpável” que a alegria. A aflição, no mais das vezes, desponta mais que a felicidade. Que Deus nos dê forças para suportá-las, quando as encontrarmos em nossos caminhos. Porém, tenhamos em mente que todas essas coisas, sem exceções, são transitórias. As causas de nossas tristezas e infelicidades não duram além de nossas (curtas) vidas terrenas, logo, deixemos nossos corações com o Senhor Jesus, firmados Nele, pois quando O encontrarmos Face a face, nós teremos deixado todas essas coisas para trás...

LEI OU FE

É evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé” – Gl. 3: 11.

O que é viver da fé, senão simplesmente confiar em Deus? Os Mandamentos da Lei, contidos no Velho Testamento, ainda valem? Ou só vale o que está posto no Novo Testamento? Existe antagonismo entre o Velho e Novo? E como aplicamos isso hoje em dia? Sem dúvida a Lei foi estabelecida com o fim de preparar caminho para a vinda de Jesus, o Messias. E os Testamentos se completam, por óbvio. Porém, vindo o Mestre, muitas partes da Lei caíram em desuso ou foram por Ele alteradas ou canceladas. Mas isso não tira uma “vírgula” sequer do Espírito da Lei, que persiste indefinidamente (Mateus 24: 35). Imagine-se, hoje em dia, como ilustração, alguém comprando uma pomba e indo ao sacerdote, ao templo, para imolá-la, a fim de justificar seus pecados. Seria uma situação complicadíssima, não? Graças a Deus, Jesus, o Cordeiro de Deus, se entregou uma só vez por todos nós, em sacrifício único e suficiente, marcado pelo amor e pela obediência.

A partir desse sacrifício de Jesus, todos nós, sem exceções, temos acesso ao perdão de nossos pecados e à justificação. Não são mais necessárias penitências de qualquer tipo, submissão a ritos e práticas, sacrifícios de animais, ou ainda o que seja (que ainda possam inventar). Para nós, basta ter fé em Deus, por Cristo Jesus. O verso acima nos diz que o justo será justificado pela fé. Importante, nesse passo, frisar, que qualquer coisa imposta a um crente em Jesus, que não esteja prevista na Bíblia Sagrada (segundo Jesus), é um peso desnecessário a mais para se carregar nesta vida. E isso, veja-se bem, à vista de que o próprio Jesus nos diz que Seu fardo é leve e suave. Que Ele alivia os cansados e abatidos (Mateus 11: 28 a 30). Sendo o Senhor Jesus, em pessoa, Quem faz tais afirmações, como alguém pode querer impor algo diferente disso?

Muitos (não todos), entretanto, dentro do contexto de igrejas, usam a Lei de Deus com coração maligno, ou por ignorância, para impor obrigações aos seus seguidores desavisados, mas certo que tais obrigações são totalmente dispensáveis e geralmente equivocadas (porque o justo viverá da fé). Quem isso faz, no mais das vezes, se preocupa mais em ter domínio (controle) sobre seus seguidores, do que propriamente tem o compromisso com a pregação idônea do Evangelho (Mateus 23: 4). Dito isso, estejamos seguros de que o justo viverá da fé, e não será justificado por obras ou pela Lei. Busquemos, pois, líderes comprometidos com Deus, que estejam alinhados com as intenções (íntegras) do Apóstolo Paulo (autor da Epístola aos Gálatas, aliás): “Não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas somos cooperadores de vosso gozo, porque é pela fé que estais firmados” – 2 Coríntios 1: 24.

A ESCALA DE VALORES DE DEUS

“O maior dentre vós será vosso servo” – Mt. 23: 11.

Esse verso merece especial e detida atenção, principalmente nos dias em que vivemos. Sim, justamente, porque nestes nossos dias, geralmente, os “maiores” dentre nós são os que são servidos, e pouco servem. Há uma clara inversão de valores, maligna, nessa constatação. E à nossa volta temos uma “legião” de conhecidos “artistas da fé”, vivendo em estado “hollywoodiano”, isto é, assediados, famosos e ricos. Lamentável. Triste. E nojento.

Enquanto os fiéis entregam o que têm e o que, muitas vezes, não têm, para certos “cidadãos” que se dizem pastores e outros nomes (auto-intitulados), em troca de supostos “favores” do Céu, estes últimos vivem luxuosamente, em roupas de grife, ostentando penduricalhos finos, tais como anéis, canetas, relógios, dentre outros, além de muitos serem “humildes” proprietários de jatos particulares, carros blindados (geralmente importados) e outros “mimos” supérfluos. Afinal, como eles mesmos dizem, os “enviados” de Deus merecem todo conforto possível, não? Misericórdia! Mil vezes não! O Reino de Deus não consiste em uma “prestação de serviços” (sórdida, no caso) e o verdadeiro pastor não quer atenção para si, mas vive sossegado e trabalha em silêncio, com real humildade, vez que todas as atenções devem estar voltadas para o Senhor Jesus.

Uma igreja deve ser diferente de uma lavanderia ou de uma pizzaria. Igreja não é negócio, de âmbito comercial: igreja não visa lucro. Aquele que administra uma igreja tal como quem administra um negócio é um bandido, um estelionatário espiritual. Não é líder espiritual, mas chefe de quadrilha. O Reino de Deus consiste na pregação do Evangelho, que nos diz que somos salvos, incontinente, no ato em que aceitamos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas. Não precisamos de intermediários (só de Jesus), nem de cura e libertação de nada, mas, sim, devemos deixar que as Boas Novas, gradativamente, nos conduzam ao Céu. Basta de tantas mentiras, que só servem para enganar, aprisionar e para tirar dinheiro dos incautos e desavisados.

Leia a Bíblia e se proteja dessa gente má. Procure um pastor que seja digno e honrado, sendo que o melhor indicativo é o do verso: veja se ele serve ou é servido. Se ele é servido é porque não presta. Se ele serve, então, ele é, de fato, um homem de Deus (este pode receber seu dízimo e suas ofertas, aliás). Demais disso, seja parte integrante e ativa dos santos de Deus, que espraiam o bem, sem culpa, medo ou ganância. Não se deixe manipular, seja você mesmo, em Cristo Jesus. Ouça de Jesus o que você tem de fazer com sua vida. Cuidado com os falsos mestres. Idealizo nosso Deus mandando de volta à ativa o Profeta Eliseu (que foi, talvez, o mais bravo e intolerante dos profetas de Deus – com ele não tinha negócio, era “preto no branco”, e ponto final) para denunciar e pôr termo nessa miscelânea de falsidades e heresias...

PLANOS

“Muitos são os planos do coração do homem, mas é o propósito do Senhor que permanecerá” – Pv. 19: 21.

Pense agora nos seus planos. Certamente você tem muitos planos (carreira, viagens, vida etc.). Uns têm grande importância (e.g., casamento); outros são menores e até cotidianos (e.g., jantar em determinado restaurante). Veja que você há de realizar alguns desses planos, muito provavelmente, ainda hoje. Outros são futuros, e talvez envolvam tempo, esforço e muito trabalho (e.g., cursar certa faculdade, passar num concurso etc.). Outros tantos planos dependem, muitas vezes, de recursos financeiros, sendo que muitas vezes são sonhos (e.g., viajar pelo Mundo). E muitos deles jamais se concretizarão.

Com certeza não há “coração” que não “embarque”, por vezes, em “viagens” solitárias, imaginando e maquinando planos e sonhos. Estes variam de pessoa a pessoa, mas são persistentes, pois habitam nossos pensamentos todos os dias. Vários deles se transformam em objetivos e mesmo em desafios. Alguns são alcançados, outros, como dito, se frustram. Isso tudo sem falar naqueles planos e sonhos que são ilusões, fantasiosas ou não (e.g., se eu ganhasse na loteria... ou se eu fosse assim... eu faria... etc.).

Convenhamos, entretanto, que nada há de errado em sonhar um pouco, de vez em quando, não? Tudo que estiver dentro de certa “normalidade” é bem-vindo em nossas vidas. E a coisa toda fica ideal quando nós compartilhamos esses pensamentos, “viagens”, planos e sonhos com Deus, de filho para Pai. Falar com Deus a respeito dos nossos anseios é algo muito prazeroso, pois Ele está sempre à disposição para uma boa conversa a dois...

No mais das vezes Ele nos ouve, e fala conosco (responde) por meio de vários “canais”. Ele permite que muita coisa se realize em nossos caminhos, e nos presenteia, por vezes, com a concretização de sonhos. Ele estabelece os nossos planos, quando sabe que trarão bênçãos para nossas vidas, e Ele nos livra do mal. Ele nos sustenta e guarda, e tolera nossos abusos e “humores”. Porque Ele nos ama. Se estivermos, de fato, “debaixo de Suas asas”, sempre nos alegraremos na vida, pois teremos consciência de que é o propósito do Senhor que deve prevalecer, sempre. Qualquer coisa, por mais preciosa que seja aos nossos olhos, se estiver fora dos propósitos de Deus, simplesmente não vale o esforço, não vale a pena. Leia e medite: Provérbios 3: 5 e 6.

LUZ E TREVAS

“A condenação é esta: A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz porque as obras deles eram más” – Jo. 3: 19.

Luz e trevas. Uma coisa exclui a outra (2 Coríntios 6: 14 – última parte). Trevas é a ausência de luz. Ambas não podem coexistir. Veja-se que na penumbra não há trevas, mas pouca luz, portanto, há luz, não trevas. Assim é o exemplo dado por Jesus, em alegoria, sobre a principal escolha do ser humano em vida. Se a pessoa escolhe as trevas, significa dizer que a Luz está ausente de sua existência.

E é fácil verificar a veracidade dessa parábola de Jesus. Basta pensar na noite e no dia, que são opostos. Onde a noite está o dia está distante por horas, geograficamente. Se alguém está em um quarto escuro, e liga o interruptor de luz, a escuridão se dissipa. Se o desliga, volta a estar escuro.

Em termos espirituais, Jesus é a Luz (João 1: 4). As trevas são todas as coisas contrárias à Sã Doutrina de Deus. Habitam as trevas espirituais os anjos caídos, e o mal. A Luz (Jesus) veio ao Mundo (João 12: 46), mas muitos homens preferiram ignorar Sua vinda, permanecendo em “amar” as trevas e, pior, servindo-as (João 3: 20). Hesitaram em abandonar suas obras más. Não quiseram mudar de vida (João 3: 20).

Diz a Bíblia que a Luz (Jesus) descobre as más obras, expondo-as (João 1: 5). Porém, quando há voluntariedade em se expor à Luz, isso tudo acontece não para o mal, mas para início de uma nova vida (João 3: 21), na qual há renovo e regeneração (de virtudes, costumes, pensamentos, ideais etc.). Deus é Luz, e Nele não há treva alguma (1 João 1: 5). Andemos, pois, na Luz (1 João 1: 5 a 10). Sejamos parte do Povo de Deus, da Geração Eleita, pois que Deus chama a Humanidade das trevas para a Sua maravilhosa Luz (1 Pedro 2: 9, 10). Atendamos, então, a esse bendito chamado. Por fim, na Eternidade, a promessa máxima do Pai das Luzes: “Ali não haverá mais noite. Não necessitarão de luz de lâmpada, nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará. E reinarão para todo o sempre” – Apocalipse 22: 5. Com Ele e na presença Dele. Essas coisas que em breve hão de acontecer..

SURDOS PARA A PALAVRA DE DEUS

“Por que não entendeis a minha linguagem? Porque não podeis ouvir a minha palavra” – Jo. 8: 43.

Uma pergunta (de Jesus), e logo em seguida a triste resposta. Por que alguns não podem ouvir a Palavra de Deus? Será que isso se dá pela situação de que Jesus deixou ensinamentos em forma de parábolas? Ou, então, devido ao fato de que Seus ensinos “escandalizam” as pessoas? Ou são muito difíceis de cumprir? Ou o quê?

Talvez a melhor resposta seja muito complexa, vez que envolveria um pouco de tudo. Porém, a reflexão sobre um verso, elaborada no contexto deste singelo trabalho, não pode se transformar em um “tratado”, bastando ser tida como a “fagulha” que venha a “incendiar” a mente de quem a lê, justamente para causar mais reflexão. Com a Palavra de Deus não é diferente, pois que a cada leitura, o ensino lido deve nos provocar reflexão, e frise-se: nós não podemos aceitar de pronto tudo o que ouvimos de outros, sobre as coisas de Deus, sem verificar na Bíblia a origem e a idoneidade do que se diz.

Assim, a linguagem de Jesus é ao mesmo tempo simples e complexa. Ela é simples para aqueles que pela fé, em um relacionamento direto com o Pai (sem intermediários humanos), pelo Espírito Santo, aceitam as Boas Novas. Nesse caso a Palavra de Deus se torna alimento espiritual, salvação, ensino e consolo d’alma, sendo que aquilo que não pôde ser entendido é agregado a um acervo mantido à parte pela fé, em confiança plena em Deus. Jamais saberemos todos os segredos de Deus. Porém, o Senhor é o fiador daquilo que não entendemos, e essa garantia nos basta (deve nos bastar). Por outro lado, a Bíblia nos diz que a Sabedoria de Deus é loucura para os homens (1 Coríntios 1: 18,19; 1: 23; 1: 25; 2: 14), que simplesmente não A entendem. Infelizmente a fé em Jesus Cristo não é de todos (2 Tessalonicenses 3: 2).

E sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11: 6). Sem fé é impossível entender Deus. Sem o Espírito Santo, também não é possível entender a Sabedoria de Deus (João 14: 26; 15: 26; 16: 7). Todavia, essas “faltas” se resolvem facilmente. De início, como primeira providência, basta a vontade de se achegar a Ele e de entendê-Lo (o querer). Isso deve acontecer de forma voluntária e livre de “interesses ocultos”. Depois, a fé se obtém pedindo-a a Deus (Marcos 9: 24). E uma vez obtida, deve ser cultivada (Romanos 10: 17). Por fim, precisamos do Espírito Santo de Deus (que nos é dado) para nos ensinar as Escrituras. Ele é a presença de Deus em nós (João 14: 23; Efésio 2: 22; 1 Coríntios 3: 16, 17; 6: 19; 2 Coríntios 6: 16). Eis os requisitos para ouvi-Lo e entendê-Lo, por Sua Palavra.

DEUS NAO QUER SACRIFICIOS, MAS...

“Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios. Pois eu não vim chamar os justos, e, sim, os pecadores ao arrependimento” – Mt. 9: 13.

O teor do verso, que contém uma afirmação do próprio Jesus, parece que passa despercebido a muitos que se dizem cristãos. O único sacrifício autorizado por Jesus em sua declaração é o sacrifício do formalismo. Este jamais deve superar a misericórdia, isto é, o coração contrito e verdadeiramente inclinado a Deus.

Nenhuma igreja na face da Terra tem o poder de salvar uma alma sequer, menos ainda por penitências e sacrifícios. Quem salva é Deus, com exclusividade, por sua infinita misericórdia. Porém, Jesus falava no verso dos antigos sacrifícios de animais, abolidos pelo Novo Testamento, mas que hoje em dia, no mais das vezes, foram substituídos por alternativas que variam de igreja a igreja, ou seja, por instituição de sacrifícios e penitências, além de formalismo “neste ou naquele grau”.

Essas coisas devem ser evitadas a todo custo, visto que a pessoa que delas participa e com elas anui se torna “justificada” (justa, no sentido ruim da palavra) pelos ritos e atos. Estes passam a ser suficientes para dar falsa sensação de que tudo vai bem, que está tudo certo diante de Deus, e isso quando não esgotam totalmente na pessoa a misericórdia que o Mestre tanto espera de cada um de nós. O formalismo cristão anula a prática do Cristianismo que deve ser praticado de forma ideal. O formalismo cristão embota o coração do cristão.

Deus é misericordioso e espera que nós todos pratiquemos a misericórdia em detrimento do formalismo exagerado. O amor é o cerne (força motriz) daquilo (atos concretos mais o estado de espírito, que nos levam a ter misericórdia) que o Senhor espera de todos nós, na condição de Seus filhos. Freqüentar uma igreja qualquer, “estar em dia” com os ritos e práticas locais, respeitar os dogmas e tradições da comunidade, entregar o dízimo sem falhar, bem podem ser “sintomas” (indicativos) de que a pessoa seja apenas religiosa (justa, no sentido ruim da palavra), porém, não sendo nada, de fato, se nela inexiste a misericórdia mencionada no verso (amor, coração contrito etc.). E a Misericórdia Maior (que nos permite ter misericórdia) é bênção de Deus reservada

DEUS CRIADOR

“É ele que forma os montes, e cria o vento, e declara ao homem qual é o seu pensamento, o que faz da manhã trevas, e pisa os altos da terra; o Senhor, o Deus dos Exércitos é o seu nome” – Am. 4: 13.

É uma pena o fato de que existam pessoas que não acreditam na existência de Deus (para os que crêem – Gênesis 1 e ss.; para os que não crêem – Atos 17: 22 a 24). É difícil imaginar como alguns conseguem atribuir ao acaso o aparecimento da Natureza, com toda a diversidade e complexidade que nela há. E como conseguem viver com esse pensamento... Olhar para cima, para o céu infinito, azul celeste, de dia, e com sua majestosa cobertura de estrelas, à noite, e não “enxergar” a Deus, como pode ser assim?

O Senhor, a partir de sua Palavra, criou todas as coisas. Tudo o que vemos (e muitas vezes destruímos), Globo afora, foi feito por Deus, e faz parte de Sua Criação. E como é linda e perfeita a Natureza criada por Ele. Com elementos dela o homem criou muitas outras coisas, também maravilhosas, mas não perfeitas como as de Deus, pois muitas vezes as criações dos homens interferem nos ciclos da Natureza, prejudicando-a.

Isso nos leva a atestar que Deus é perfeito. O homem não. A situação acima posta, aliás, nos mostra que Deus é, de fato, perfeito, e nós, imperfeitos. A Bíblia nos diz que este Mundo no qual vivemos, ainda que criado por Deus, está condenado (jaz no maligno – 1 João 5: 19 e 1 João 2: 17). E materialmente falando, com nossa colaboração. Ainda bem que, como Deus criou este Mundo, nada impede que Ele crie outro para nos alocar. Aliás, Ele já fez isso, como nos mostra a Bíblia Sagrada.

Esse Mundo Novo de Deus, de acordo com a Sua Palavra, tem muitas moradas (João 14: 2). E segundo Ele próprio (Deus) é um lugar espetacular e maravilhoso (1 Coríntios 2: 9). Jesus já nos preparou lugar nesse Mundo Novo (João 14: 2 a 4) e Ele mesmo (Jesus) nos diz que nós conhecemos o caminho para lá (João 14: 6). Se alguém quiser esse Mundo Novo, ao alcance de qualquer um (aliás), basta, pois, simplesmente, que a ele se dirija. “Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxilio, e cuja esperança está no Senhor seu Deus, criador dos céus e da terra, do mar e de tudo o que neles há, o Senhor permanece fiel para sempre” (Salmo 146: 5 e 6).

JESUS RECEBEU TODAS AS COISAS DO PAI

Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” – Mt. 11: 27.

A declaração do verso é de Jesus e afirma que todas as coisas giram em torno Dele próprio, Jesus. Todas as coisas Lhe foram entregues por Deus. Jesus detém a primazia de tudo ligado ao Pai: não é possível receber algo de Deus sem que antes esse algo tenha passado pelo crivo de Seu Filho.

Depois, Jesus afirma que não é possível alguém dizer que conhece a Deus, se não conhece o Filho. Quem despreza a Jesus, não tem o Pai. Necessariamente a Humanidade toda (qualquer um, sem exceções) deve se render ao Filho se quiser ou tiver a pretensão de se achegar ao Senhor. É uma condição “sine qua non”: sem Jesus, sem acesso a Deus.

E mais: Jesus O revela a quem Ele (Jesus) quiser. Jesus precisa “querer” revelar Seu Pai a qualquer um de nós. É o que diz o verso, parte da Palavra de Deus. Por lógica, as condições para tanto estão na Bíblia Sagrada e Jesus por elas se orienta (e as observa). Com certeza vale o estado do coração de cada um para a obtenção da graça de ser “apresentado” a Deus. Sempre e unicamente por intermédio de Jesus.

O Senhor conhece todas as coisas, incluindo nisso os nossos pensamentos mais íntimos. Mas existe uma diferença entre “conhecer” e “ser conhecido”. Deus “conhece” todos os seres humanos de todas as gerações. Não seria errado dizer que Ele pode nomeá-los um a um, sem errar. Contudo, “ser conhecido” de Deus é um privilégio único, e é diferente do primeiro estado de conhecimento, que é geral: Ele não só sabe meu nome, como tem um interesse especial por mim. Ele me ama e me dá atenção pessoal. Não sou apenas uma “minúscula luzinha condenada habitando sem esperança na face da Terra até o ocaso certo”, não, antes sou Seu servo, filho por adoção, parte de Seu povo santo, morada do Espírito Santo e, também, alvo de Seu amor sem fim. Deus se faz presente e ilumina meu caminho. E, ainda: Ele me chama de 

OS CAMINHOS DO HOMEM

Todos os caminhos do homem são inocentes aos seus olhos, mas o Senhor pesa os motivos” – Pv. 16: 2.

Alguém já disse que fazer a coisa certa, mesmo que bem, pelo motivo errado, seria pecado. Significa dizer que o coração, no caso, não estaria em consonância com o ato ou atitude em si. Por detrás do que foi feito, nos bastidores, alguma coisa estaria, de forma oculta, maculando aquilo que se viu. Seria mera aparência, e não verdade.

Todos nós somos (seres) limitados por natureza, e nossos julgamentos são quase sempre falhos. Acontece que a todo o momento somos obrigados a julgar a nós mesmos, a fim de escolhermos os nossos caminhos. E, por vezes, o caminho escolhido nem sempre é “inocente”, como dito no verso. Como nós somos os maiores interessados quando a “coisa” é conosco, fácil aferir que acabamos sendo tendenciosos. Diz a Bíblia, nesse sentido: “Mas se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” (1 Coríntios 11: 31). Daí o porquê de errarmos tanto.

Bem, uma coisa pode ser tida como certa: Deus pesa os motivos. E essa afirmação traz novamente à baila a frase “Deus não abençoa ações, Ele abençoa intenções”. Logo, de nada adianta fazer o que seja sem que vontade do coração esteja devidamente alinhada com o ato/atitude. Talvez algo até seja louvável, ou mesmo necessário, ou até inevitável, mas ainda assim não será completamente certo. É o que nos diz a Bíblia Sagrada.

Entretanto, a vida é cheia de dificuldades e embaraços, de maneira que a intenção do coração, certamente, tem valor. Não é certo dizer que a intenção não vale nada. Na verdade, vale, e muito. As intenções, no mais das vezes, só estão “disponíveis” aos olhos de Deus, que alcança tudo e nada “perde”. Logo, devemos “andar” pela vida, pelos nossos caminhos, sabendo que o Senhor sempre terá ciência do estado dos nossos corações. Ele sempre sabe tudo. A vida exige (muitas vezes) certa “flexibilidade”, porém, Deus vê e julga a sinceridade de todos nós. Não a sinceridade de uns para com os outros (nem sempre possível), mas a sinceridade de cada um para com Ele (do tipo “coração de Davi” – vide 1 Reis 15: 3 a 5, e Atos 13: 22). Esta (sinceridade) é a mais importante. Esta deve ser observada, perseguida e cultuada.

ESPERA NO SENHOR

“Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e ele te livrará” – Pv. 20: 22.

Uma das coisas mais difíceis ao homem é entregar qualquer demanda ao Senhor. Somos imediatistas, muitas vezes egoístas, e apreciamos “dar o troco” sempre que a oportunidade surge. Porém, a Sabedoria nos diz que devemos esperar pela intervenção de Deus, deixar a pendência com Ele.

Não é tarefa fácil, por certo. Contudo, um verso Bíblico pode nos ajudar a refletir sobre o caso: “pois a ira do homem não opera a justiça de Deus” – Tiago 1: 20. E se a ira do homem não opera a Justiça de Deus, tampouco a vingança é coisa boa. “Olho por olho, dente por dente” (Lei de Talião, Código de Hamurabi) ficou no passado, no Velho Testamento (na Bíblia, Êxodo 21: 24, e Deuteronômio 19: 21). O Mandamento antigo foi revogado por Jesus (Mateus 5: 38 a 42), pela pregação do Evangelho. Assim, no período da Graça, em que vivemos, Deus é o Vingador: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, pois está escrito: Minha é a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor” – Romanos 12: 9.

Ainda à vista de todos esses argumentos (Bíblicos, aliás), a dificuldade em deixar a afronta de lado, no mais das vezes, persiste para nós como dura realidade. Sejamos sinceros, não? Pois é, parece que sim. Entretanto, Deus nos conhece, sabe de todas as nossas fraquezas (Ele nos perdoa e tolera), e se alegra quando nossa confiança Nele Lhe presenteia com um “deixa pra lá!” em relação às afrontas. Leia-se “deixa pra lá!”: “Entrego nas Tuas mãos, Senhor!”

Ser manso e pacífico é uma dádiva do Céu. E por certo, nem sempre nós faremos a coisa certa nessa matéria. Mas é bom conhecermos a posição das Escrituras e de Deus sobre o assunto, conforme a síntese apresentada neste texto. Resta pedir ao Senhor, em oração, que todos nós tenhamos tanto iniciativa como capacidade para deixar a resolução das afrontas (males) com Ele. Confiando plenamente no Pai, pois, segue um último conselho: “Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e ele te livrará” – Pv. 20: 22.

HOMENS PECADORES

Os loucos zombam do pecado, mas entre os retos há boa vontade” – Pv. 14: 9.

Não é possível ao homem deixar de pecar. Esta é, aliás, uma constatação Bíblica, que afirma não existir homem, sobre a face da Terra, que não peque (Eclesiastes 7: 20 e 1 João 1: 8 a 10). A questão aqui, mais uma vez, se volta para o coração humano e seus intentos.

Outra passagem da Bíblia bem pode nos ajudar a compreender melhor o verso de Provérbios, acima transcrito: “Todo aquele que permanece nele (Jesus) não vive pecando. Todo o que vive pecando não o viu (Jesus) nem o conhece” – 1 João 3: 6. Aí está a grande diferença: aqueles que conhecem o Senhor Jesus logo aprendem que o pecado não é coisa boa e deve ser combatido e evitado, apesar da natureza pecaminosa inata do ser humano.

Contudo, quem não conhece o Mestre vive a vida de forma desregrada, no rumo da multidão. Suas virtudes e instintos afloram naturalmente, sem influência da boa carga espiritual que tem todo aquele que se coloca sob a proteção de Deus. O ímpio (aquele que não conhece a Deus) “anda” pela vida por sua própria conta e risco, e suas atitudes e atos refletem o que ele é, assim como, também, os seus escrúpulos.

Já os discípulos de Jesus O têm como exemplo. O objetivo daquele que integra o Povo de Deus é a Eternidade com Ele. Ninguém que seja de Deus anda a esmo pela vida. O objetivo é o Céu. A obediência a Cristo é a ideologia comum. Vencer o pecado passa a ser quase um ofício (até porque é mesmo algo bastante trabalhoso). Logo, quem não conhece a Jesus, zomba não do pecado, mas de Seus Ensinamentos (que condenam o pecado), enquanto que os Seus seguidores têm boa vontade para evitar/combater o pecado, bem como para observar os Seus Mandamentos. Os retos pecam, por certo, mas não vivem pecando. Esse é o diferencial (e que diferencial) da coisa toda.

A BORLA

"Fala aos filhos de Israel e dize-lhes que nos cantos das suas vestes façam borlas pelas suas gerações; e as borlas em cada canto, presas por um cordão azul. E as borlas estarão ali para que, vendo-as, vos lembreis de todos os mandamentos do SENHOR e os cumprais; não seguireis os desejos do vosso coração, nem os dos vossos olhos, após os quais andais adulterando, para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os cumprais, e santos sereis a vosso Deus” (Números 15:38-40).

Sob a lei de Moisés os israelitas tinham a borla nas suas vestimentas para lembrá-los da sua aliança com Deus e da importância da obediência a seus mandamentos. Sob a nova lei, não há uma borla como lembrete. Há, porém, um lembrete mais significante. Cristo disse, em relação a tomar a sua ceia, “fazei isto em memória de mim” (1 Coríntios 11:24).

Quando partimos o pão, lembramos o corpo de Cristo pregado na cruz. Ao bebermos o fruto da videira, lembramos o seu sangue purificador derramado na sua morte na cruz. Cada dia do Senhor, na ceia, nós anunciamos a morte do Senhor até que ele venha (1 Coríntios 11:26)

QUEM FORAM OS 3 REIS MAGOS??

Os Três Reis Magos, ou simplesmente Reis Magos ou Magos (em grego: μάγοι, trans. magoi), na tradição cristã, são personagens que teriam visitado Jesus logo após o seu nascimento, trazendo-lhe presentes. Foram mencionados apenas no Evangelho segundo Mateus, onde se afirma que teriam vindo "do leste" para venerar o Cristo, "nascido Rei dos Judeus". Como três presentes foram registrados, diz-se tradicionalmente que tenham sido três, embora Mateus não tenha especificado seu número. São figuras constantes em relatos da Natividade e nas comemorações do Natal.

Belchior (também Melchior ou Melquior), Baltasar e Gaspar, não seriam reis nem necessariamente três, mas sim, talvez, sacerdotes da religião zoroástrica da Pérsia ou conselheiros. Como não diz quantos eram, diz-se três pela quantia dos presentes oferecidos. Talvez eles fossem astrólogos ou astrônomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, o Cristo.

Assim os magos, sabendo que se tratava do nascimento de um rei, foram ao palácio do cruel rei Herodes em Jerusalém na Judéia. Perguntaram eles ao rei sobre a criança. Este disse nada saber. Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado, e pediu aos magos que, se o encontrassem, falassem a ele, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem as de matá-lo. Até que os magos chegassem ao local onde estava o menino, já havia se passado algum tempo, por causa da distância percorrida, assim a tradição atribuíu à visitação dos Magos para o dia 6 de janeiro.

A estrela, conta o Evangelho, os precedia, e parou por sobre onde estava o menino Jesus. "E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo" (Mateus 2: 10). Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, um resumo do Evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles.

O ouro pode representar a realeza (além da Providência Divina para Sua futura fuga ao Egito, quando Herodes mandaria matar todos os meninos até dois anos de idade de Belém). O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus, assim como a fumaça que sobe ao Céu (Salmo 141: 2). A mirra, resina antisséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, nos remete ao gênero da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19: 39 e 40), sendo que estudos no Sudário de Turim encontraram estes produtos. "Entrando na casa, viram o   menino (Jesus), com Maria sua mãe. Prostando-se, o adoraram; e abrindo os seus   tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra" (Mateus 2: 11). "Sendo por divina advertência prevenidos em sonho a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mateus 2: 12).

Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles. Devemos aos magos a tradição de trocar presentes no Natal. Dos presentes dos magos surgiu a tradição de celebração ao nascimento de Jesus. Em diversos países, como por exemplo, os de língua espanhola, a principal troca de presentes é feita não no Natal, mas no dia 6 de janeiro, e os pais muitas vezes se fantasiam de reis magos.

A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata: “Melquior era velho, de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.

Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltasar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.

Crê-se que se pretendia dizer que representavam os reis de todo o mundo, ou as três raças humanas existentes, e em idades diferentes. Assim, Melquior entregou-Lhe ouro em reconhecimento à realeza; Gaspar, incenso, em reconhecimento à divindade; e Baltasar, mirra, em reconhecimento à humanidade. A exegese vê na chegada dos reis magos o cumprimento da profecia contida no Livro dos Salmos (Salmo 71: 11): “Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo”.

Na antigüidade, o ouro era considerado presente adequado para um rei (devido à inerente realeza), o olíbano (incenso), presente adequado para um sacerdote (representando a espiritualidade), e a mirra, presente adequado para um profeta (a mirra era usada para embalsamamento de corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade).

JESUSPODERIA TER DESCIDO DA CRUZ??

“Salva-te a ti mesmo, e desce da cruz!” – Mc. 15: 30.

Essas palavras foram dirigidas a Jesus, por um expectador presente na Sua crucificação. Lamentavelmente o infeliz "ser" circunstante, autor da afronta acima, disse mais coisas a Jesus, com evidente intuito de debochar do Mestre, que estava numa condição humanamente deplorável. O verso acima é justamente o fim do mencionado deboche. Mas deixemos isso de lado e fiquemos somente com as palavras transcritas acima. Por agora nos bastam e vamos sem demora ao que interessa. Jesus sempre foi (e é) Deus, mas naquele momento convinha que morresse como homem. Por nós. O sacrifício de Jesus na cruz reconciliou o ser humano com Deus, entre outras coisas igualmente maravilhosas. Mas, fica a pergunta, será que Jesus poderia ter descido daquela cruz?

Cremos que a resposta deva ser negativa, não porque Ele de fato não pudesse, mas porque a situação de Jesus, naquele fantástico momento em que o Universo parou, simplesmente não permitia. Jesus veio de Deus como homem, e como homem deveria voltar a Ele, depois de cumprido o seu mister principal para com a humanidade.

Porém, para a reflexão destas linhas, sem a mínima pretensão de esgotar as inúmeras possibilidades possíveis, vemos a dependência de Jesus “homem” em relação a Deus. Todos os propósitos da Paixão de Cristo, determinados por Deus, foram alcançados, graças à obediência e dependência de Jesus Nele. Jesus homem (obediente), em face de uma enorme crise (Sua última como homem), confiou incondicionalmente no Senhor. E deu certo, teve sucesso, venceu.

Esse é o exemplo a ser aplicado em nossas vidas, que se extrai desta singela reflexão. Diante dos problemas e agruras da vida, principalmente os aparentemente insolúveis, se alguém (ou mesmo a situação) nos afrontar, como que dizendo: “salva-te a ti mesmo, e desce da sua cruz”, ou seja: “você não tem saída”, nossa resposta silenciosa deve ser a mesma de Jesus, que ignorou aquele que O afrontava (e também a situação), e via somente a Deus, sabendo que Ele representa (sempre) o fim de todas as coisas e estava (está) no controle de todos os desígnios. Portanto, que Deus nos salve e nos livre da pretensão de querermos “descer da cruz” pelas nossas próprias forças. Amém.

JESUS EH DEUS

“Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” – Cl. 1: 17.

Jesus é Deus. Desde sempre. E para sempre. Ele é a nossa segurança e o nosso esteio. Todas as coisas são o que são graças a Ele. Se existem, é porque foram por Ele criadas. E todas, sem exceções, se mantêm por causa Dele (ainda que em aparente caos).

O Senhor Jesus que conhecemos veio antes de nós. Na verdade, Ele não tem começo ou fim: Ele simplesmente É (Alfa e Ômega). Essa situação é incompreensível para nós todos, pelo menos por agora, visto que os nossos pensamentos estão limitados pela nossa condição de seres finitos, presos a um corpo que tem duração certa, ainda que a alma seja imortal.

De fato, pela mera razão não conseguimos entender a afirmação do verso. O tempo é a nossa “prisão” e o presente a nossa “cela”, de modo que nós temos poucas condições de “olhar” para os segredos do Universo. Vislumbramos apenas o “horizonte” de nosso passado e futuro (nunca adiante disso), o que é muito pouco (quase nada), diga-se de passagem. Daí a importância da fé cristã, que se (muitas vezes) não supre nossos anseios de conhecimento pelo Desconhecido, pelo menos nos aquieta, por vezes, pela “caminhada”. Nossas mentes são como “viajantes capacitados apenas para viagens curtas”, com pouca autonomia (distâncias limitadas), e que dependem (contam) unicamente com seus “pés” para levá-los “de um lugar a outro”.

Então, quando nos deparamos com assuntos tão profundos, inalcançáveis pelos nossos pobres intelectos, nossa posição diante de Deus deve ser de submissão (assentimento/resignação) e de plena confiança (fé). Se crermos na Potência Ilimitada de Deus (verdadeira e real), então nós ficaremos bem protegidos, até mesmo dos inevitáveis questionamentos que nos colhem pela vida afora. Lembrando que o Senhor é o Deus de amor e de paz, que Ele nos ajude nas nossas fraquezas, e nos perdoe por eventuais conclusões e/ou raciocínios “defeituosos”, principalmente à vista de nossa natural limitação. E que Ele insira e mantenha sempre a serenidade em nossos “humildes” corações.

FELIZ NATAL

“Um menino nasceu. O mundo tornou a começar”. Curta o Natal. Festeje, confraternize-se. Natal é isto. A História humana foi cortada pelo tempo divino. Inexoravelmente. O universo agora é de Jesus, e a História é dele (João 3.16) Todo o cosmos foi dado a ele. No ato de ser dado pelo Pai, Jesus recebeu um presente: o mundo, e nós. O reino de Jesus começa agora, na sua vinda, mas está incompleto, pois sua realização se estende ao futuro, completando-se na sua volta. Assim, vivemos em dois reinos: a extensão do reino dos céus, no aqui-já, porém-ainda-não, marcada por Jesus, e o vertiginoso crescimento do reino das trevas. Este é o paradoxo. Do mesmo modo que o carpinteiro José, e até mesmo seu filho homem Jesus, talhavam a madeira que produziria a enxada, para providenciar o alimento, saiu a espada, usada para matar e roubar. Este é o livre-arbítrio que ele concede. A História, para o cristão, tem um cumprimento, uma persecução. Para a mente ateista, a História é uma sucessão de fatos inócuos e sem sentido, repetitivos. Porém, para nós, a História se reveste da esperança. Temos de entender que o reino e a instalação dele pertencem a Cristo, alterando a História, ressignificando-a, dando lhe um cumprimento. Vivemos este tempo humano, cortado pelo tempo divino, em duas realidades: a igreja que Jesus instituiu, e o mundo. E, às vezes, tristemente, o mundo parece melhor que a igreja, e de fato é, pois Jesus também é senhor do mundo, embora o mundo não o reconheça plenamente. E embora a igreja reconheça a soberania do seu Senhor, também se afasta como ovelha desgarrada. O reino começou com Cristo, mas ainda não é totalmente, pois o reino é tanto presente como futuro. No momento, o reino surge exuberante para aqueles que têm fé em Cristo e o seguem fielmente; um dia, entretanto, o reino será totalmente revelado, de forma que até os que não o aceitaram terão, finalmente, de curvar-se perante o governo daquele que nasceu numa manjedoura e que reina e reinará para sempre.

VOCE EH UMA CARTA DE CRISTO?

““Já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração” – 2 Co. 3: 3.

Nós (entenda-se: aqueles que crêem em Jesus), segundo o Apóstolo Paulo, somos considerados “cartas vivas” de Cristo. Somos, pois, como “cartas abertas” para com todas as pessoas que nos rodeiam. Significa dizer, pois, que na medida em que as nossas vidas se desenrolam, outros nos “lêem”, isto é, nos observam e nos julgam, tendo em vista nossos atos e condutas, vez que dizemos que somos de Cristo.

Se, então, afirmarmos que somos de Cristo, nossos atos e condutas devem ser bem medidos e sopesados, sempre. Certos hábitos devem ser afastados, modos de pensar devem ser revistos, muitas coisas devem ser evitadas. Sim, porque o fato de sermos taxados de “cartas vivas” de Cristo (e também, à evidência, como “cartas abertas”), implica dizer que somos vistos como exemplos (ou paradigmas) por muitos.

Essa é uma imensa responsabilidade, é verdade, mas que vale muito a pena, principalmente pela honra de sermos considerados espécie de representantes de Deus na Terra. Se nós carregamos, de alguma forma, o “Estandarte de Deus”, certamente devemos agüentar o peso disto. Bom lembrar que as Legiões Romanas, quando marchavam em campanha, sempre tinham a frente alguns soldados carregando estandartes, que significava dizer que eles lutavam com afinco pela causa por eles representada (e por ela se sacrificavam e até morriam).

E não há causa mais nobre do que a Causa de Deus. Se a Deus aprouve que nós fizéssemos e fôssemos parte de Seu Reino (graças a Ele, Aleluia!), ao menos que isso nos leve a nos esforçar em darmos o melhor de nós para Jesus. Naturalmente, muitos nos observam. E se dissermos que somos de Deus, mais outros ainda o farão. Nossas vidas são (e serão) “lidas” pelo próximo, sendo certo que este sempre espera de nós bons atos e condutas idôneas, como resultado (inerente) de nossa fé. Ser cristão demanda atitude, seriedade e boa parcela de esforço. Boa vontade! A vida daquele que está em Cristo Jesus é uma “carta viva e aberta” (dinâmica e contínua), lida por muitos. Pense nisso!  

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